<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4930404106311459710</id><updated>2011-09-22T11:38:56.451-07:00</updated><title type='text'>Crônicas, Confissões e Outras Conversas</title><subtitle type='html'>Aos navegantes que por aqui aportarem, sejam bem-vindos!
Criei este blog para publicar, agora na internet, as crônicas que escrevo; as confissões quase impublicáveis as quais me aventuro a fazer; e tantas outras conversas quantas o tempo permita que brotem e floresçam.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Renata Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12121934005742406153</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_X2mi4vRpG70/SlPbLSWP1_I/AAAAAAAAACE/enmwt2tsKRw/S220/OgAAAEGmbHsGDHFrPLmZaEgd-pd1H4HIWfjxcEY-mF5wtaHuweLMSgjuR3AJiZukJJ7uJwUC8uKr5jSx0I-tsJfX-x0Am1T1UKpM26t65gmwz_LEati9k4So8WaL.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4930404106311459710.post-8747154370391344347</id><published>2009-09-16T17:48:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T17:49:14.019-07:00</updated><title type='text'>SOLIDÃO É ASSIM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Solidão é assim: estou no meu quarto, sozinha, mas eu queria ter alguém com quem conversar. Solidão também pode ser assim: estou no meio de uma festa muito animada, mas eu ainda sinto falta de ter alguém com quem conversar.&lt;br /&gt;Solidão também mora no passado. Quando éramos felizes, meu Deus, e só agora nos damos conta disso. Solidão é quando não sabemos se o passado foi mais feliz ou se a felicidade está bem aqui e não conseguimos perceber.&lt;br /&gt;Solidão dá esse nó na garganta, que dói quando engolimos tudo o que não temos com quem falar. Solidão faz o olhar ficar perdido, procurando, cadê? Cadê, meu Deus, essa resposta que nunca eu encontro? – Mas, qual é a pergunta? Qual é a pergunta, afinal? Qual é a pergunta que te tranca no quarto, que te imobiliza no passado, que te esvazia o presente? – questionaria Deus, talvez.&lt;br /&gt;Era tudo tão bonito quando ela era ainda uma criança, e escrevia no caderno da escola histórias cujos personagens eram as rainhas e os super-heróis, saídos da sua própria imaginação. O que ela faz agora? Ela escreve crônicas para o jornal da cidade. E tenta não falar somente dos vilões, que se tornaram mais numerosos, e que, como ela sabe, também saem da sua imaginação.&lt;br /&gt;Solidão é assim: quando falo de mim mesma em terceira pessoa. Que me perdoem os leitores! Que me perdoem os leitores, os meus ex-professores, e os gramáticos. Não tenho sido coerente com os meus próprios sonhos, como serei coerente em meus textos?&lt;br /&gt;Quero, daqui a vinte anos, reler estes escritos e sorrir. Como um adulto que sorri diante dos próprios cadernos em que fora alfabetizado – era tudo ainda tão sutil, tão ingênuo, e tão maravilhosamente tenro.&lt;br /&gt;O novo só vem pelo milagre. O milagre da coragem de transformar. De abandonar o conforto, chorar um pouco de frio, e florescer sob o sol da manhã.&lt;br /&gt;Solidão é assim: quando eu começo a escrever um texto sem rumo certo. E ele vem, sem hesitar, firme, ante meus olhos surpresos. E se transforma, palavra por palavra, em descoberta: agora pare de escrever e leia, esta é você.&lt;br /&gt;Solidão é quando eu me afasto daquilo que mais amo. Solidão é quando eu nego aquilo que mais quero. Solidão é quando trago em mim um Judas e lhe dou a face para ser beijada.&lt;br /&gt;Era tudo tão bonito quando ela era ainda uma criança que tentava decifrar letreiros pelas ruas, enquanto sua mãe a trazia pela mão. Ainda que não entendesse bem o que diziam todas aquelas letras diferentes das letras da escola, o calor da mão que a protegia era constante e confiável. Por onde ela anda agora? Ainda tentando ler a cidade, o mundo e as pessoas, mas tendo que, de vez em quando, olhar para trás e para os lados porque, nunca se sabe, as ruas andam meio perigosas de uns tempos pra cá e ela, desse jeito, andando sempre sozinha...&lt;br /&gt;Solidão é também quando, sozinha no quarto, ou no meio da festa; escrevendo ou olhando para o teto, eu de repente vislumbro não uma resposta definitiva, mas uma direção mais sensata a seguir. Não uma solução mágica, mas uma idéia que pode dar certo. Solidão é quando paramos e temos a coragem de admitir que, para continuar, será preciso lutar com aquele que olha os nossos olhos diante do espelho.&lt;br /&gt;Solidão é assim: é a descoberta, tanto da dor como da beleza.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4930404106311459710-8747154370391344347?l=blogdarenatasantos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/feeds/8747154370391344347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4930404106311459710&amp;postID=8747154370391344347' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/8747154370391344347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/8747154370391344347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/2009_09_01_archive.html#8747154370391344347' title='SOLIDÃO É ASSIM'/><author><name>Renata Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12121934005742406153</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_X2mi4vRpG70/SlPbLSWP1_I/AAAAAAAAACE/enmwt2tsKRw/S220/OgAAAEGmbHsGDHFrPLmZaEgd-pd1H4HIWfjxcEY-mF5wtaHuweLMSgjuR3AJiZukJJ7uJwUC8uKr5jSx0I-tsJfX-x0Am1T1UKpM26t65gmwz_LEati9k4So8WaL.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4930404106311459710.post-367437685213780651</id><published>2009-07-31T19:22:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T17:48:45.743-07:00</updated><title type='text'>FUNDAMENTAL É SER FELIZ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixei o meu primeiro namorado porque, mesmo depois de longos anos de relacionamento, ele ainda não queria se casar comigo. Deixei o meu último namorado porque, poucos meses depois de nos conhecermos, ele me pedira em casamento. Difícil de entender? Pode ser. Mas explicações razoáveis existem para as coisas exatas, como eu aprendi arduamente nas aulas de matemática e física. Coração é poesia. O mínimo que se pode fazer é tecer perguntas e mais perguntas sobre aquele texto que se esvai pelo ar, feito música. E, por mais que tente, você não o aprisiona nem em teoria, nem em tabela comparativa, nem em certeza nenhuma. Coração é pergunta. Amor é pergunta. Será que agora vai dar certo? Mas o que é “dar certo”? Casar e ter responsabilidades; viver as delícias de um namoro ardente; guardar as lembranças boas de amores passados; ou sustentar a interminável busca pelo amor perfeito? Onde é que estão escritas essas definições? Nunca as encontrei em nenhum livro de poesias.&lt;br /&gt;Poesias. O ar estava cheio de poesias naquela noite de domingo. A voz era um carinho, era como se elevasse nossos pés do chão calçado com pedras coloridas. O violão parecia muitos, tanto som, tanta beleza. Eu sonhava acordada, de pé, na praça, os olhos no palco, cantava com Geraldo Azevedo. Eu via as rimas como estrelas cadentes sobre os nossos sorrisos. Todos extasiados! Tão bonito! Festival de música na pracinha, banquinhos de madeira, as pessoas sentadas, crianças, adultos, os pés de manga, e as goiabeiras. A música. Linda. Suave. Terna. Meu coração apaixonado não queria a métrica, nem a forma, nem os arranjos. Só queria a liberdade de escorregar no ar pelas ondas sonoras. Música é poesia que aprendeu a voar.&lt;br /&gt;Amar exige aprendizado. Como aquele casal, no balcão do órgão público, regularizando a situação dos documentos. Entre risos e abraços explicavam para a funcionária que iriam novamente adotar os sobrenomes um do outro. É que nos separamos, nos divorciamos e agora nos casamos novamente! Tudo devidamente registrado. Mas os sorrisos dos dois tornavam a papelada leve.&lt;br /&gt;Deixei o meu último namorado porque ele queria se casar cedo demais. Existe hora certa? Oh, Deus, o que é certo nesta vida? Parei de me perguntar e descobri um brotinho de saudade no peito, que logo cresceria mais. Pensando bem, será que não poderíamos tentar de novo? Mais devagar, agora. Deixa tudo ser mais leve. Vamos, meu amor, vamos para a praça. Vamos ver os rostos conhecidos há anos. Vamos cantar no centro da cidade, debaixo dos pés de manga e das estrelas. Vamos inventar outra cidade dentro da noite. A cidade dos que sonham enquanto cantam, dos que se elevam, dos que vêem poesias colorir o ar. A cidade dos que tem de aprender a amar sem ler manuais de instrução. Vem, deixa eu me encantar pela mesma cidade que vejo todos os dias, quente e tumultuada. E linda. Deixa eu me encantar, de novo, por nós dois. Vamos cantar abraçados. Nossos amigos também vieram. Deixa tudo ser mais leve agora. E ainda mais bonito. Como o poético violão na noite de domingo. E como as vozes todas que cantavam juntas. “O princípio do prazer. Sonho que o tempo não desfaz.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4930404106311459710-367437685213780651?l=blogdarenatasantos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/feeds/367437685213780651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4930404106311459710&amp;postID=367437685213780651' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/367437685213780651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/367437685213780651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/2009_07_01_archive.html#367437685213780651' title='FUNDAMENTAL É SER FELIZ'/><author><name>Renata Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12121934005742406153</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_X2mi4vRpG70/SlPbLSWP1_I/AAAAAAAAACE/enmwt2tsKRw/S220/OgAAAEGmbHsGDHFrPLmZaEgd-pd1H4HIWfjxcEY-mF5wtaHuweLMSgjuR3AJiZukJJ7uJwUC8uKr5jSx0I-tsJfX-x0Am1T1UKpM26t65gmwz_LEati9k4So8WaL.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4930404106311459710.post-5304424913053526684</id><published>2009-07-07T17:19:00.000-07:00</published><updated>2011-09-21T15:43:26.594-07:00</updated><title type='text'>PELA CONTRAMÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;“A felicidade sempre iria ser clandestina para mim.”&lt;br /&gt;Clarice Lispector&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta desmoronou sobre a minha cabeça. O que te faz feliz? Nó na garganta. Eu já sentia o meu rosto queimando, enrubescido. Respiração curta, os olhos percorreram as outras quase trinta faces que olhavam para mim. O que me faz feliz?! Sim! Qualquer coisa, responda! Qualquer coisa, qualquer coisa... Eu pensava. O texto que dera apoio àquela aula da faculdade tremia em minhas mãos. Falava das coisas mais simples e mais prazerosas que há nesse mundo: banho de chuva, dia de sol, sorriso de criança, café com leite de manhã. Mas eu não queria pinçar uma resposta. Eu queria que a resposta existisse em mim, e que fosse verdadeira.&lt;br /&gt;Foi desconcertante. Eu não respondia. Podia ter dito qualquer coisa que estivesse listada ali naquele texto que havia acabado de me arrancar alguns sorrisos. Mas não. A felicidade assim, descrita por outra pessoa, soa leve, romântica. Mas não perguntem sobre a minha felicidade. Não sei onde ela está. Não sei, professor. Desculpe, mas acho que não sei.&lt;br /&gt;Senti vergonha de não saber ser feliz. Acho que ainda sinto. Ora, o mundo é sim, um lugar bom e bonito. Tantas pessoas interessantes. Tanta vida. Tantas ideias. Mas para encontrar a felicidade, parece que preciso andar na contramão. Então, as coisas se complicam.&lt;br /&gt;Tivesse eu respirado fundo, talvez dissesse que felicidade, para mim, era ler poesia. Quando eu estava ainda no segundo grau e a rotina era feita daquilo que eu inventava, eu trazia, frequentemente, um livro de poesias debaixo do braço. Era a minha fuga e a minha proteção. Se o mundo estava lindo, poesia. Se o mundo andava carrancudo demais, poesia. A libertação pela beleza.&lt;br /&gt;Hoje, às vezes, ainda espremo um livro de poesias, formato de bolso, no meio das inúmeras coisas que carrego em minha bolsa. Tempo para ler? Oh! Perdoem-me, mas preciso ser sincera: tempo para ler, apenas nos intervalos entre uma coisa e outra. Uma coisa que faço por obrigação; e outra, pela qual também não me interesso bastante. Para encontrar a tal felicidade, preciso me arriscar pela contramão.&lt;br /&gt;O que me faz feliz?! Ler a poesia do mundo. E brincar de traduzi-la em crônica. Ler e escrever. Ler o mundo. Escrever o mundo. Ler a mim mesma. Escrever a mim mesma. E reescrever o mundo e a mim mesma, sempre, porque precisamos ser reinventados. Todos.&lt;br /&gt;Banho de chuva, dia de sol, sorriso de criança e café com leite de manhã são poesias concretas! A resposta estava sim, no texto da faculdade, e eu não percebera. A felicidade também tem essa peculiaridade, de não ser explícita, ainda que esteja debaixo dos nossos olhos.&lt;br /&gt;O que me faz feliz, além de ler e escrever? O que me faz feliz, na vida real, no mundo lá fora, onde pessoas esbarram em mim, nas ruas, e, nem sempre se desculpam? É saber que existe a contramão. É saber que posso ser mais do que diz a minha carteira de identidade; é saber que a minha história não está bem contada em minha carteira de trabalho; é saber que meus olhos brilham mais do que naquela foto 3x4 em meu crachá. Minha felicidade está em algum lugar onde só se chega pela contramão. E onde eu só posso chegar reinventada.&lt;br /&gt;Professor, a sua pergunta é muito difícil de responder, eu deveria ter dito naquele dia. Não me obrigue a reduzir também a felicidade a moldes e padrões. Sinto vergonha de não saber ser feliz. Não me exponha. Não torne as coisas mais difíceis para mim. Andar pela contramão não é nada confortável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4930404106311459710-5304424913053526684?l=blogdarenatasantos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/feeds/5304424913053526684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4930404106311459710&amp;postID=5304424913053526684' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/5304424913053526684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/5304424913053526684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/2009_07_01_archive.html#5304424913053526684' title='PELA CONTRAMÃO'/><author><name>Renata Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12121934005742406153</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_X2mi4vRpG70/SlPbLSWP1_I/AAAAAAAAACE/enmwt2tsKRw/S220/OgAAAEGmbHsGDHFrPLmZaEgd-pd1H4HIWfjxcEY-mF5wtaHuweLMSgjuR3AJiZukJJ7uJwUC8uKr5jSx0I-tsJfX-x0Am1T1UKpM26t65gmwz_LEati9k4So8WaL.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4930404106311459710.post-6714884593511539252</id><published>2008-10-29T07:38:00.000-07:00</published><updated>2008-10-29T14:45:19.856-07:00</updated><title type='text'>UMA BREVE EXPLICAÇÃO!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Os textos abaixo foram publicados, originalmente, no jornal "O Colatinista", nas edições de fevereiro a outubro de 2008.  Este jornal circula em Colatina, Vitória e algumas cidades do interior do Espírito Santo.&lt;br /&gt;A crôncia "Retrato em Verde" foi premiada no concurso literário "Nossa gente, Nossas Letras - 2007", realizado pelo Instituto Oldemburg de Desenvolvimento, e publicada num livro, junto com as outras crônicas vencedoras, sob o selo da Editora Record.&lt;br /&gt;Espero que gostem!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4930404106311459710-6714884593511539252?l=blogdarenatasantos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/feeds/6714884593511539252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4930404106311459710&amp;postID=6714884593511539252' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/6714884593511539252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/6714884593511539252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/2008_10_01_archive.html#6714884593511539252' title='UMA BREVE EXPLICAÇÃO!'/><author><name>Renata Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12121934005742406153</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_X2mi4vRpG70/SlPbLSWP1_I/AAAAAAAAACE/enmwt2tsKRw/S220/OgAAAEGmbHsGDHFrPLmZaEgd-pd1H4HIWfjxcEY-mF5wtaHuweLMSgjuR3AJiZukJJ7uJwUC8uKr5jSx0I-tsJfX-x0Am1T1UKpM26t65gmwz_LEati9k4So8WaL.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4930404106311459710.post-3442337813808784398</id><published>2008-10-27T20:02:00.000-07:00</published><updated>2008-10-27T20:03:23.362-07:00</updated><title type='text'>CRÔNICA BALZAQUIANA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“[...] nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão.”&lt;br /&gt;Mário Quintana&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Apesar de já ter sido católica, devo ter me confessado a um padre apenas uma ou duas vezes na vida. Como isso foi durante a adolescência, devo ter-lhe dito que me arrependia de dizer palavrão, de responder mal à minha mãe, e de discutir com uma ou outra amiga, de vez em quando. Lembro que foi muito constrangedor aquele momento da confissão. Será que isso vale como pecado? Será que não esqueci alguma coisa? Será que só fiz isso? Mas aí veio a penitência, que não era tão grande assim: duas ou três orações, que fiz rapidinho, ajoelhada no altar da igreja. E, então o alívio. A dívida já era menor. Pronto, agora era só tomar cuidado. Principalmente com o que eu dizia.&lt;br /&gt;Sempre falei muito. Mas muito pouco de mim. Até que, um dia, morando longe da família e dos amigos, aprendi o que era a solidão. Como o orelhão era desconfortável e o celular, caro; voltei a escrever. Páginas e páginas de um caderno enfeitadinho de flores, presente do ex-namorado. A solidão nos obriga a olhar para nós mesmos. E eu precisava me olhar, me descrever e me reescrever.&lt;br /&gt;Daquele caderno saíram cartas para amigos do peito, muitas enviadas e outras não; alguns poemas; relatos de como estavam sendo os meus dias; dois ou três rascunhos para contos que jamais escrevi; e confissões, muitas confissões. A solidão é líquida: preenche todos os espaços à nossa volta, e não podemos nos mover. Não pensamos, divagamos. E não sofremos, apenas calamos.&lt;br /&gt;Outro dia, eu estava atendendo uma moça que faz, quase sempre, o mesmo serviço e, no meio daquela situação rotineira, eu perguntei a ela: _Como vai o seu bebê? Ah, os olhos dela brilharam, a face toda ganhou viço subitamente, a resposta irradiou num sorriso. Ela não sabe, mas eu quase nem ouvi o que ela disse. Fiquei pensando naquele brilho dos olhos dela. Um brilho que meus olhos ainda não conhecem.&lt;br /&gt;Eu estou naquela fase da vida em que nos perguntamos qual é o sentido disso tudo que eu fiz até agora? E o pior é que, às vezes, não encontramos nenhum. E, para dizer a verdade, nem sei o que seria esse tal “sentido”.&lt;br /&gt;É claro que continuo vivendo normalmente, e faço tudo o que tenho de fazer, e sei que a vida não se resolve em um dia, e que não adianta me preocupar porque as coisas se ajeitam. Eu sei disso. Mas a pergunta que mora na minha cabeça, não. Interrogações são desconcertantes.&lt;br /&gt;Passei a vida tomando cuidado com o que eu dizia. Muitas vezes, deixei de dizer que queria; deixei de dizer sim; deixei de dizer não; deixei de dizer que sonhava; deixei de dizer que amava. Evitei o constrangimento das confissões. E me escondi.&lt;br /&gt;Hoje, estou me cansando das palavras comedidas. Ironicamente, tenho feito desta coluna o meu confessionário público. Deus tenha piedade de mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4930404106311459710-3442337813808784398?l=blogdarenatasantos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/feeds/3442337813808784398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4930404106311459710&amp;postID=3442337813808784398' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/3442337813808784398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/3442337813808784398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/2008_10_01_archive.html#3442337813808784398' title='CRÔNICA BALZAQUIANA'/><author><name>Renata Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12121934005742406153</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_X2mi4vRpG70/SlPbLSWP1_I/AAAAAAAAACE/enmwt2tsKRw/S220/OgAAAEGmbHsGDHFrPLmZaEgd-pd1H4HIWfjxcEY-mF5wtaHuweLMSgjuR3AJiZukJJ7uJwUC8uKr5jSx0I-tsJfX-x0Am1T1UKpM26t65gmwz_LEati9k4So8WaL.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4930404106311459710.post-7348516468568981379</id><published>2008-10-27T20:00:00.000-07:00</published><updated>2008-10-27T20:01:05.093-07:00</updated><title type='text'>NO MEU LUGAR</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não foi durante toda a minha vida que morei em Colatina. Cinco anos atrás, parti para Aracruz, a trabalho, e lá permaneci durante quase quatro anos. Quatro anos: muito e pouco tempo. Aracruz: perto e longe. Fui sozinha, minha família ficou. E, sozinha, comecei a traduzir a mim mesma, me conhecer. Sempre o mesmo renascer sempre.&lt;br /&gt;Pensei em não mais voltar a morar aqui, em seguir em frente a minha aventura e ir para outras cidades, conhecer novos lugares, novas pessoas. Proclamar a minha independência. Exercer, plenamente, o meu direito de ir e vir. Eu ainda alimentava a idéia triste de que voltar atrás pode demonstrar fraqueza, ou fracasso.&lt;br /&gt;Mas a vida tem seu senso de humor. E, um dia, houve o retorno. Voltei a ocupar o meu lugar no quarto da casa que continuava minha; na cidade que continuava minha. Sim, houve o retorno. Dos meus pés para os paralelepípedos das velhas ruas da infância; dos meus olhos para as paisagens ora confusas, ora bonitas desta cidade, ora confusa, ora bonita. Novamente o rio e a ponte. E as duas margens. Atravesso a ponte todos os dias, todos os dias. De um lado a outro, todos os dias. Quando estou numa margem preciso ir à outra. Sempre. E à noite, a margem oposta é sempre a mais bonita! Gosto dos mosaicos de luz pontilhados morro acima pela iluminação pública!&lt;br /&gt;Mas este retorno não foi fácil. Depois de ter me acostumado à idéia de fazer o caminho de volta, percebi que não havia encontrado tudo exatamente no mesmo lugar. Ou eu é que não era mais a mesma? As duas coisas. Mudamos, eu e a cidade, o que é natural. Mas, passado o leve estranhamento inicial, mãe e filha novamente se compreenderam e se amaram.&lt;br /&gt;Percebo agora, que o meu coração sempre esteve aqui. Cada lugar desta cidade me traz lembranças, histórias, amigos. E aquele grande amor.&lt;br /&gt;Retorno para o único lugar que me contém. As margens agora me inquietam e me dizem: _Ainda falta algo! Escrevo para tecer a ponte que me fará encontrar o lugar certo para o meu coração. Percebo que não busco nem uma, nem outra margem. Minha busca é pela ponte - caminho e ponto de vista do qual observo as águas do rio. Vejo que, a despeito do meu ir e vir, dos meus erros e acertos, das minhas palavras ou do meu silêncio; a despeito das margens, das pontes, e dos homens que não sabem se são margens ou pontes - a despeito de tantas indagações - seguem as águas turvas do rio mansa e inevitavelmente o seu destino de diluírem-se, um dia, em azul e tornarem-se mar. O mar que também banha Aracruz. Retornos são difíceis, às vezes, porque podem nos mostrar que andamos em círculos. E, que tudo o que procurávamos estava no ponto de partida. Agora estou no meu lugar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4930404106311459710-7348516468568981379?l=blogdarenatasantos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/feeds/7348516468568981379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4930404106311459710&amp;postID=7348516468568981379' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/7348516468568981379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/7348516468568981379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/2008_10_01_archive.html#7348516468568981379' title='NO MEU LUGAR'/><author><name>Renata Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12121934005742406153</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_X2mi4vRpG70/SlPbLSWP1_I/AAAAAAAAACE/enmwt2tsKRw/S220/OgAAAEGmbHsGDHFrPLmZaEgd-pd1H4HIWfjxcEY-mF5wtaHuweLMSgjuR3AJiZukJJ7uJwUC8uKr5jSx0I-tsJfX-x0Am1T1UKpM26t65gmwz_LEati9k4So8WaL.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4930404106311459710.post-629068768933747064</id><published>2008-10-27T19:59:00.001-07:00</published><updated>2008-10-27T19:59:41.856-07:00</updated><title type='text'>MARGARIDAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Dedicado a Margarida Vieira Dias, minha avó, que deixou os jardins deste mundo em 1991.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As pessoas me perguntam, constantemente, como é que eu crio os meus textos. Mas, a essa interrogação, a única decepcionante resposta que tenho é: não sei.&lt;br /&gt;E digo isso por que não posso descrever mistérios. Escrever é misterioso, como é misterioso e leve o vôo de uma borboletinha colorida que invade, de repente, o escritório no meio da taquicardia da tarde. O que a terá atraído até aqui? Ora, quem saberá explicar.&lt;br /&gt;Lá pelos sete anos de idade, recordo-me do caminho que percorria para ir à escola. Havia casas com jardins bonitos, delicadas flores. Sempre gostei de flores. Mas um jardim, especialmente, chamava a minha atenção. Pertencia a uma residência luxuosa, porém esse não era o motivo de minha preferência, afinal, naquela época, com aquela idade, eu não compreendia muito bem por que uns poucos moravam em casas grandes; muitos, em casas pequenas; e tantos nem tinham casas para morar.&lt;br /&gt;Naquele jardim, habitavam roseiras soberbas em lugar de destaque. Entretanto, aos pés das grades que separavam o terreno da casa da calçada da rua, havia margaridas. Muitas e muitas, plantadas de forma a auxiliar a grade no seu objetivo divisor. E a torná-lo menos constrangedor também.&lt;br /&gt;Era das margaridas que eu mais gostava. Tão humildemente se expunham ao alcance dos pedestres. Podiam sentir os olhares de ternura ou a frieza dos passos apressados. E eu somente as observava. Quantas pétalas! Aquele aconchego branco, pontilhado pela alegria dos corações amarelos!&lt;br /&gt;Margaridas me remetiam à minha avó: Margarida. _Olha mãe, as flores que têm o nome da vovó! Que lindo! Vovó tinha o nome de uma flor tão delicada quanto ela.&lt;br /&gt;Alguns anos mais tarde, eu veria a personagem de um filme falar sobre essas flores. _Observe que elas não são todas iguais como parecem, dizia. Cada uma olha numa direção diferente, como se buscasse algo só seu. Sorri. É a simplicidade que causa espantos.&lt;br /&gt;Um dia, enquanto me observava fazer a tarefa de casa, vovó disse: _ Eu nunca escrevi o meu nome. Ergui a cabeça. Não podia compreender por que um adulto não sabia escrever o próprio nome.&lt;br /&gt;_ Por que, vó?&lt;br /&gt;_ Trabalhava na roça, não podia estudar.&lt;br /&gt;Não devia haver muitas flores no caminho daquela Margarida sem palavras. Virei a folha do caderno e com minha letra infantil escrevi, bem caprichado: Margarida. Mostrei. _É assim, vó.&lt;br /&gt;Ela observou. Seus olhos pensaram algo. Sorriu de leve. Olhou para mim.&lt;br /&gt;_É bonito, mas não sei ler.&lt;br /&gt;_Não tem problema, vó. A gente pode desenhar um montão de margaridas no meu caderno!&lt;br /&gt;E desenhamos.&lt;br /&gt;Minha avó me ensinou a ler o mundo. O mundo injusto, indiferente e intrigante. O mundo bonito e feio das diferenças, das carências, das misérias.&lt;br /&gt;Hoje, o que as pessoas deveriam me perguntar não é como, mas por que eu escrevo. E eu lhes responderia sem hesitar: para dar voz às flores sem importância que moram no chão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4930404106311459710-629068768933747064?l=blogdarenatasantos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/feeds/629068768933747064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4930404106311459710&amp;postID=629068768933747064' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/629068768933747064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/629068768933747064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/2008_10_01_archive.html#629068768933747064' title='MARGARIDAS'/><author><name>Renata Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12121934005742406153</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_X2mi4vRpG70/SlPbLSWP1_I/AAAAAAAAACE/enmwt2tsKRw/S220/OgAAAEGmbHsGDHFrPLmZaEgd-pd1H4HIWfjxcEY-mF5wtaHuweLMSgjuR3AJiZukJJ7uJwUC8uKr5jSx0I-tsJfX-x0Am1T1UKpM26t65gmwz_LEati9k4So8WaL.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4930404106311459710.post-8424018839507890092</id><published>2008-10-27T19:58:00.001-07:00</published><updated>2008-10-27T19:58:59.296-07:00</updated><title type='text'>CONCEPÇÕES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não. Hoje não vou escrever uma crônica. Hoje não quero rótulos nem estereótipos. E também não quero máscaras, por isso já tirei as minhas. Tantas... Hoje não tive hora para acordar, o relógio não despertou. Não vesti a roupa uniforme de todos os dias, não assinei o cartão de ponto, e não terei de obedecer a um horário pré-definido para almoçar. Estou de férias. Liberdade temporária concedida por lei. Hoje eu pude acordar e ficar olhando para o teto até sentir o corpo doer e o calor aumentar. Pude sonhar acordada, viver e reviver a minha história no limite das paredes do meu quarto e na imensidão do meu imaginário. Hoje não quero nada pronto. Não quero que nada me seja entregue de mão beijada. Hoje eu quero reconstruir. Quero reinventar.&lt;br /&gt;Quero sair para a rua descalça e com a minha pior roupa. Eu quero andar pelos becos que causam medo e pelas calçadas que não têm dignidade. Quero sujar as minhas mãos na realidade e depois moldar este texto. E quero deixá-lo cheio de máculas. Quero as manchas da sujeira dos trapos dos andarilhos, dos sem-teto, dos sem afeto. Quero nas minhas, a imundície das mãos das crianças de rua, que vendem balas, que vendem seus sexos, que vendem o tempo de sua infância por qualquer centavo. Quero, na minha pele, o rubro sangue das meninas violentadas, humilhadas, reduzidas. Tantas, elas. Quero o que há de mais feio aos olhos e de mais duro ao coração. Hoje as minhas palavras vão exalar o cheiro forte do esgoto do mundo contemporâneo.  Mas não posso fazer escolhas.&lt;br /&gt;Eu vi um feirante vendendo flores bonitas enroladas num jornal. Eu vejo que o cobertor de quem dorme nas ruas, muitas vezes, é o jornal. Queria ver as minhas palavras, cheias de perfume, reconfortando analfabetismos. Queria ver a tinta preta dessas palavras enegrecer o lixo do fim da feira, e as frutas já meio podres que os pobres vão catar.&lt;br /&gt;Recordo-me do horário de almoço escrito no cartão de ponto. Não é o horário do meu estômago. Não é o meu horário. Mas há almoço. E, durante as férias, liberdade com início, meio e fim, há salário. Devo, por raros momentos na vida, repensar o que sou, no porquê sou isso, e no que posso vir a ser. Mas não devo me reter nestes devaneios. É preciso também trabalhar para o crescimento do país, gerar lucro, atingir as metas, e consumir sempre. Deixe que outros, mais espertos, escrevam as soluções para minhas angústias nos livros de auto-ajuda que, depois, eu vou comprar.&lt;br /&gt;Hoje eu não quero nada. Hoje eu não quero pouco. Quero que vocês, leitores, virem esta página, indignados. Eu não me importo. Quero jogar fora tudo o que tenho, para recomeçar. Quero, feto inclinado para o cordão umbilical, retornar ao ventre de minha mãe. E flutuar lá dentro. Quero Reconstruir. Reinventar. Recriar. Renascer. Ressurgir Renascida:  renata.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4930404106311459710-8424018839507890092?l=blogdarenatasantos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/feeds/8424018839507890092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4930404106311459710&amp;postID=8424018839507890092' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/8424018839507890092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/8424018839507890092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/2008_10_01_archive.html#8424018839507890092' title='CONCEPÇÕES'/><author><name>Renata Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12121934005742406153</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_X2mi4vRpG70/SlPbLSWP1_I/AAAAAAAAACE/enmwt2tsKRw/S220/OgAAAEGmbHsGDHFrPLmZaEgd-pd1H4HIWfjxcEY-mF5wtaHuweLMSgjuR3AJiZukJJ7uJwUC8uKr5jSx0I-tsJfX-x0Am1T1UKpM26t65gmwz_LEati9k4So8WaL.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4930404106311459710.post-9103532864072704965</id><published>2008-10-27T19:56:00.000-07:00</published><updated>2008-10-27T19:58:07.760-07:00</updated><title type='text'>REVELAÇÕES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agora que sei o que dizer, tenho medo de fazê-lo. Escrever é correr um risco: o de ser descoberto. Quando me olho no espelho vejo coisas inesperadas. Meu texto é um espelho. E isso me perturba.&lt;br /&gt;Outro dia, como faço quase todos os dias, eu cruzei a praça municipal. E, nesse dia, como em quase todos os dias, havia um homem que, profundamente tranqüilo, dormia sobre um dos bancos da praça. Era negro, magro, vestia apenas uma bermuda surrada e usava como travesseiro, uma trouxa. Dentro dela, talvez, estivessem todos os seus bens, imaginei. A sombra de uma árvore enorme acolhia, refrescante, o seu sono público.&lt;br /&gt;Em contrapartida, eu era uma moça em uniforme de trabalho, com gola e mangas na camisa, calças compridas, sapatos apertados, bolsa num dos ombros. E pressa, muita pressa, porque não é permitido chegar atrasada, claro. Sobre mim, o sol, soterrando-me com seu calor espesso.&lt;br /&gt;Somos pessoas comuns. Eu e ele. Não deveria ser, mas é comum ver pessoas dormindo nas ruas. E é igualmente comum ver pessoas que dormem, todas as noites, nas camas macias de suas casas, correrem pelas ruas, durante o dia, agitadas, nervosas, preocupadas.&lt;br /&gt;Quem será mais livre? E livre para quê? Quem, o mais miserável? E falta-lhe o quê?&lt;br /&gt;Eu escrevo para tentar entender não só a mim mesma, mas para (e principalmente) entender o mundo.&lt;br /&gt;Assim, este espelho escrito em que transformo a página, torna-se também janela. E, através dela, meus olhos percorrem os olhos de outros homens, com suas outras verdades, com suas outras dores e outras poesias. É o inesperado.&lt;br /&gt;É que esse mundo louco, que nós mesmos criamos, nos obriga agora a fazer questionamentos difíceis. Mas as respostas ainda não são acessíveis e, talvez, ainda não sejam nem importantes. O mais importante agora é buscar uma verdade. E um dos caminhos é o outro.&lt;br /&gt;Naquele dia quente de verão, naquele dia útil e rotineiro, o caminho para a minha busca dormia na praça. Aquele homem, naquele momento, não era apenas um homem - ele era uma revelação.&lt;br /&gt;Escrever é dormir, vulnerável, num banco da praça pública.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4930404106311459710-9103532864072704965?l=blogdarenatasantos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/feeds/9103532864072704965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4930404106311459710&amp;postID=9103532864072704965' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/9103532864072704965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/9103532864072704965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/2008_10_01_archive.html#9103532864072704965' title='REVELAÇÕES'/><author><name>Renata Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12121934005742406153</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_X2mi4vRpG70/SlPbLSWP1_I/AAAAAAAAACE/enmwt2tsKRw/S220/OgAAAEGmbHsGDHFrPLmZaEgd-pd1H4HIWfjxcEY-mF5wtaHuweLMSgjuR3AJiZukJJ7uJwUC8uKr5jSx0I-tsJfX-x0Am1T1UKpM26t65gmwz_LEati9k4So8WaL.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4930404106311459710.post-6835538117101915039</id><published>2008-10-27T07:49:00.001-07:00</published><updated>2008-10-27T19:56:16.841-07:00</updated><title type='text'>VENHA LER O PÔR-DO-SOL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O sorriso doce do professor se abriu em leque de delicadeza e ele, então, me convidou a publicar mais um texto, neste jornal da cidade onde nasci.&lt;br /&gt;Eu disse sim. Sim, escreveria, claro. Afinal, era a oportunidade que eu tanto esperava, e não o decepcionaria.&lt;br /&gt;Mas as palavras... Ah, as palavras... Elas são amantes infiéis perante a dúvida do escritor incipiente: sem a menor cerimônia, vão-se temporariamente embora. E eu duvidei. E elas partiram, então.&lt;br /&gt;Aflita, me perguntei o que escreveria para tantas pessoas tão geograficamente próximas.&lt;br /&gt;O que dizer em tempos tão atribulados? “Quisera apenas receber notícias boas”, dissera o professor em sua publicação daquela semana. Perdão, querido mestre, mas não posso anunciar as tais boas notícias com as quais sonhas.&lt;br /&gt;Mas, por isso mesmo, pela falta de notícias de sublime beleza é que se deve escrever.&lt;br /&gt;Certo dia, eu atravessava a ponte num ônibus muito lotado e carregava comigo o cansaço de todo um dia de trabalho. Eu, praticamente, nem via quem estava ao meu lado ou o que a janela tinha a me mostrar do lado de fora daquele coletivo, tão absorta que estava em preocupações infinitas. Até que, num dado instante, uma moça, sentada à janela, abriu a sua bolsa, pegou o celular e fotografou o pôr-do-sol, que resplandecia e tomava o horizonte em graduações de amarelo, laranja e vermelho, revelando o recorte dos morros, os quais, escuros e azuis, contrastavam com todas aquelas cores que, ainda quentes, se deitavam sobre as águas do rio, indo deslizar com ele até embaixo da ponte, sobre a qual transitavam os pobres mortais que, como eu, se abstinham daquele espetáculo, feito cegos. Com exceção, é claro, daquela moça.&lt;br /&gt;Sim, talvez o esplendor de cores do fim da tarde de Colatina seja efeito da poluição do ar (como já ouvi dizer, quando criança) e, certamente, o nosso Rio Doce já foi, outrora, bem mais caudaloso, mas há ainda o lugar da beleza.&lt;br /&gt;É para isso que se escreve (também): para reconstruir com palavras as verdades duras e as belezas puras que simplesmente ignoramos.&lt;br /&gt;O que dizer, então? Eu me questiono novamente. Ora, a cidade inteira é feita do que dizer. O mundo é feito do que dizer. Basta querer retratá-los, porque a cidade também é o mundo, e os homens daqui sofrem como os homens do mundo e riem também como eles.&lt;br /&gt;Faço, pois, deste texto, o meu retrato do pôr-do-sol.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4930404106311459710-6835538117101915039?l=blogdarenatasantos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/feeds/6835538117101915039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4930404106311459710&amp;postID=6835538117101915039' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/6835538117101915039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/6835538117101915039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/2008_10_01_archive.html#6835538117101915039' title='VENHA LER O PÔR-DO-SOL'/><author><name>Renata Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12121934005742406153</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_X2mi4vRpG70/SlPbLSWP1_I/AAAAAAAAACE/enmwt2tsKRw/S220/OgAAAEGmbHsGDHFrPLmZaEgd-pd1H4HIWfjxcEY-mF5wtaHuweLMSgjuR3AJiZukJJ7uJwUC8uKr5jSx0I-tsJfX-x0Am1T1UKpM26t65gmwz_LEati9k4So8WaL.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4930404106311459710.post-3064273610797324972</id><published>2008-10-27T07:45:00.000-07:00</published><updated>2008-10-27T19:55:06.887-07:00</updated><title type='text'>RETRATO EM VERDE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dia desses, preso num engarrafamento, na tentativa de trazer paz aos ouvidos, atormentados pelas buzinas e motores, meus olhos passearam através da janela do carro e pousaram nas árvores da praça municipal – um dos poucos lugares da cidade onde posso ainda ver árvores em reunião.&lt;br /&gt;Nunca havia reparado na beleza daquelas árvores. Altas, de troncos fortes e copas densas com folhas em dois tons de verde, e promessas de flores no fim dos galhos. Embora passasse todos os dias por aquele mesmo caminho, eu não percebia a riqueza daquela imagem.&lt;br /&gt;E, daquela imagem em verde se fez ante meus olhos outra imagem de outras árvores: as árvores de minha infância. Lembrei-me das visitas ao sítio de minha avó. Havia flores, e bichos curiosos, havia um córrego e um balanço no bambuzal. De tudo, praticamente, eu gostava. Mas era nas árvores que eu entendia que havia um pouco de mim. Os galhos, ainda que altos, eram braços que acolhiam meu corpo esguio de menino; os frutos, saborosos desafios à lei da gravidade!&lt;br /&gt;Naquele tempo eu tinha a exata compreensão de que eu, como ser humano, tenho na natureza a minha própria extensão e preciso que em meu espaço físico ela não falte. Para que eu mesmo não venha a faltar.&lt;br /&gt;Sei que o mundo anda preocupado com questões ambientais. Sim, eu sei. Eu vivo na sociedade da informação: do excesso de informação e do mau aproveitamento da informação. E, por isso mesmo, vivo também alheio ao que é relevante, engolido que fui pela ânsia do consumo, da competição, do ter e acumular matéria para nela, falsamente, me afirmar.&lt;br /&gt;Meus ouvidos desaprenderam a captar as mensagens da natureza: há muito perdi a capacidade de ouvir estrelas (loucura!), de ouvir as palavras das rosas (elas não falam!) e de escutar amendoeiras sábias (estarei surdo?). Sim, eu ensurdeci para as palavras de minhas próprias raízes. E, atônito, surpreendo meus membros ressequidos, a água se esvaindo do meu corpo. E agora? Onde estarão as raízes ceifadas? Fechado em meu egoísmo me fiz indiferente e transformei em mercadoria essa minha extensão de seiva e clorofila.&lt;br /&gt;Eu sou o homem do século XXI, que, falando em linguagem digital, tornou o mundo pequeno. Mas fui tragado pela máquina, reprocessado nos seus moldes, e devolvido ao meio natural. Este, porém, passou a ser estranho para mim.&lt;br /&gt;E agora, de repente, da janela do meu carro, no meio do confronto entre veículos, eu escuto todas as vozes da natureza até então por mim abafadas. E, como quem acorda de um devaneio, olho mais fixamente para aquelas árvores em reunião – retrato em verde de uma súplica - e percebo que, num sorriso triste, perguntam: quanto tempo ainda haverá? Eu queria dizer a elas que sim, eu faria alguma coisa, e logo; mas os carros aceleraram vorazes e não tive escolha. Olhei em frente, adiei minha resposta, e me fiz mais um naquela massa de lataria e pressa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4930404106311459710-3064273610797324972?l=blogdarenatasantos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/feeds/3064273610797324972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4930404106311459710&amp;postID=3064273610797324972' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/3064273610797324972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4930404106311459710/posts/default/3064273610797324972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarenatasantos.blogspot.com/2008_10_01_archive.html#3064273610797324972' title='RETRATO EM VERDE'/><author><name>Renata Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12121934005742406153</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_X2mi4vRpG70/SlPbLSWP1_I/AAAAAAAAACE/enmwt2tsKRw/S220/OgAAAEGmbHsGDHFrPLmZaEgd-pd1H4HIWfjxcEY-mF5wtaHuweLMSgjuR3AJiZukJJ7uJwUC8uKr5jSx0I-tsJfX-x0Am1T1UKpM26t65gmwz_LEati9k4So8WaL.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
